domingo, 6 de julho de 2008

Do caderno...II

Extremos

Dois extremos do ser humano
Dois extremos em mim
Anjos que guiam
Anjos que divergem
Demônios que falam
Anjos que seguem

Se todo o mal castra
As vozes que tenho
Se toda a bondade faz tudo
Acabar em silêncio
De dois extremos
Sou único inteiro

Sou todos em um
Um ser humano completo
Um inocente e um devasso
Todos ao mesmo tempo
Amor, ódio, dor e prazer
Tudo se mistura no viver

Aquele que se entrega aos pecados da carne
Aquele que se entrega inocente à sociedade
No equilíbrio do saber
No equilíbrio da carne
De dois extremos
Sou a metade

Lutene Mascheteno

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