sábado, 28 de junho de 2008
Vitória!!! (um pouco da mente insana, palavras jogadas no papel)
Outro triunfo da humanidade
Os monstros se afastam
E a luz ilumina a vida
Remanescentes de outras aventuras
Exploratórias pelo desconhecido
Lugar onde o homem nunca foi
A sua própria mente
Uma reflexão continua
De passados passados
Futuros não vividos
E presentes monótonos
Idéias esperanças
Gratitudes Ilusões
Dúvidas Perguntas
Respostas...poucas respostas
Levante e aplauda de pé
Mas um e outro e você também
Aventuraram-se e descobriram
Que há vida dentro dessa carcaça
Para aqueles que não sabiam
Uma descoberta
Para os que suspeitavam
“Eu já sabia”
O que era apenas uma questão de fé
Virou um fato cientifico
Comprovado e testado
Experimentado, mas não em animaizinhos
Em Humanos, apesar dos riscos
Enfrentamos e peitamos
Ninguém está à altura
De um digno Homo Sapiens
Mas alguns têm medo
Medo de o que encontrarás
Monstros escondidos
Anjos caídos??
Ilusão! uma viagem ao centro da mente
Impossível!!
Blasfêmia!!
Hipocrisia!!
Como ousas falar o nome do Homo Sapiens em vão
Acuso-te de pouca fé na raça humana
Descobrimos a mente e assim a usarei
Para libertar o mundo do “Eu não sabia”
Fecha os olhos
Acenda velas se quiser
Torne o momento romântico
Inspire Expire...inspire expire...não esqueça disso, é vital
A mente está clareada
Não?!
Tome um pouco mais de vinho
Podes ver agora??
Vejo! Vejo! Eu posso ver!
Ver o que?
Tudo!
Ou nada!
É complexo demais entender algo
Tão variado irrigado por memórias
banhado em lembranças
Aparado em regras
Continua o julgamento
Ciência diz “Culpado”
Deus diz “Queime-o”
Eu digo “O que?”
Paciência perdão
Reflita o acontecido
Não sou louco
Só não tô cego
Derrota!!
Era só um mito
Não houve descoberta
Perdemos contato com a equipe
Em honra de um bravo homem
Que tentava lembrar o que comeu ontem
Ou o dia do aniversario de casamento
Ou o nome de sua filha
Procurou, refletiu, acendeu as velas
Jogou um perfume, para temperar a mente
Nada!! Nada!!!NADA!!!!
Não se lembrou, se perdeu
Musica triste pois também está sendo enterrado um criminoso ao lado
Dizia-se benfeitor da humanidade, alimentando-as com mentira
Nem ele próprio sabia o que se passava com sua mente
Eu sei o que passa na minha “Que idiota”
Assim vai acabando descendo o sol se pondo
Assim vai uma neblina para tornar a cena memorável
A luz desaparece e na lápide distante, odiada e urinada
Está escrito “Não irá pensar mais nada agora”
Lutene Mascheteno
Do caderno...
De pouco em pouco
Me torno um louco
Em achar que tudo está normal
Mas meu lado são
Me diz que não
Que temos um pouco de igual
Não são as palavras
Nem os pensamentos
Nem mesmo os medos
Somos um pouco iguais
Em apenas achar
Que não somos normais
Nem ao menos estranhos
Mas simplesmente diferentes
Um pouco avulsos
Mas nada doentes
Talvez o que me atraia
Seja o seu jeito pessoal
Um pouco tímida, única e nada normal
sábado, 21 de junho de 2008
Dama Branca
No despertar de um inverno freqüente
Hiberna nos olhos a graça da primavera
E rios de lágrimas quentes
No suave toque de um coração a se apaixonar
Nas loucuras de dramas que interrompe sua corrente
Ela continua a olhar distante...
Ela continua a procurar o verão que a esquente
Desses campos vestidos em branco
No saltar de uma noite fria
Dança entre as árvores
A dama branca e o vento frio
Deitada em seu berço na relva
Vejo que o branco que se empilha
Não é sal nessa floresta
É o açúcar de minhas fantasias
Leva consigo os corações do outono
Espalha sua beleza fria
Congela os rios de qualquer alma
Acoberta os meus sentidos
Quando o tempo passa e a neve derrete
O inverno se gasta e a primavera segue
Renasce ela sobre uma outra forma
Brota de novo nessa forma de rosa
Lutene Mascheteno
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Pedaços
Que corroíam a alma amassada
No fundo desse olhar vulgar
Tão frio e retocado por coágulos
No sangue transeunte de boca em boca
Que nem se incomodam em limpar o tacho
Há pedaços de sonhos esmagados
E correntes que te prendem a realidade
A força que se dá cada palavra
que em cada grafia uma facada
Ai de quem recebe a carta
Contendo palavras de dor
Aquele que escreve a amante
pedindo que não se faça distante
O amor tão pulsante
Acaba sem um sabor
Os trechos de poesia
Que junto a um canto vinha
Juntos numa hipocrisia
Viver um amor
Esconde a maldade e limpa o sangue
Que manchavam as paredes do quarto
No fundo desse lábio machucado
Tão quente e retocado por lagrimas
Nas lágrimas que caem de olho em olho
Que perversa a si próprio na dor por ódio
Há pedaços de algo que deveria ser
E correntes que te prendem ao nada
A forca que está em cada garganta
Que com poucas forças ainda canta
Apesar de subir-lhe uma ância
Recita versos passados
O abraço que está em cada momento
Nos momentos juntos ao relento
O coração agora bate mais lento
Até ficar parado
No fundo da alma ainda tocam
Os cantos e poesias que ainda brotam
Tão supérfluos ainda lotam
um coração apaixonado
Esconde os versos e limpa as rimas
As pobres almas dessa sina
Que sem fim, se estende a eternidade
Tão morno e tão suave
Dos beijos que caem de lábio em lábio
Que naum se importam em esconder os atos
Há pedaços de sonhos recriados
E uma nova história sem fim.
Lutene Mascheteno
Deuses da destruição
Nas terras de sangue em que o ódio brota
Mares enfurecidos envenenam as costas
Com pólvora e cinzas os ventos levam rosas
Para morrerem em valas enormes
No peito daqueles que o coração ainda bate
Sobram amarguras e lágrimas aos mortos
Em sangue e guerra a humanidade explode
Ferve o sangue e dói o corte
Reafirmam os cultos a nossa racionalidade
No topo da cadeia lobo come lobo
Em prol da própria superioridade
Marchamos contra quem amávamos
Humanidade suja, com sangue nas mãos
Louca e nuclear, semeia os ventos
Venenosa nas lágrimas e traiçoeira nos beijos
Humanidade de guerras e segredos
Marcados com números na linha de frente
Queima a pele as lágrimas das nuvens
Enquanto anjos cantam com as suas liras
Balas zunem e bombas rugem
Humanidade caótica e perdida
No final das contas não procura a vida
Semeia nos túmulos corpos raquíticos
Enterra-os em cinzas e medo
Lutene Mascheteno