sexta-feira, 20 de junho de 2008

Pedaços

Esconde a vergonha e limpa as traças
Que corroíam a alma amassada
No fundo desse olhar vulgar
Tão frio e retocado por coágulos

No sangue transeunte de boca em boca
Que nem se incomodam em limpar o tacho
Há pedaços de sonhos esmagados
E correntes que te prendem a realidade

A força que se dá cada palavra
que em cada grafia uma facada
Ai de quem recebe a carta
Contendo palavras de dor

Aquele que escreve a amante
pedindo que não se faça distante
O amor tão pulsante
Acaba sem um sabor

Os trechos de poesia
Que junto a um canto vinha
Juntos numa hipocrisia
Viver um amor

Esconde a maldade e limpa o sangue
Que manchavam as paredes do quarto
No fundo desse lábio machucado
Tão quente e retocado por lagrimas

Nas lágrimas que caem de olho em olho
Que perversa a si próprio na dor por ódio
Há pedaços de algo que deveria ser
E correntes que te prendem ao nada

A forca que está em cada garganta
Que com poucas forças ainda canta
Apesar de subir-lhe uma ância
Recita versos passados

O abraço que está em cada momento
Nos momentos juntos ao relento
O coração agora bate mais lento
Até ficar parado

No fundo da alma ainda tocam
Os cantos e poesias que ainda brotam
Tão supérfluos ainda lotam
um coração apaixonado

Esconde os versos e limpa as rimas
As pobres almas dessa sina
Que sem fim, se estende a eternidade
Tão morno e tão suave

Dos beijos que caem de lábio em lábio
Que naum se importam em esconder os atos
Há pedaços de sonhos recriados
E uma nova história sem fim.

Lutene Mascheteno

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