Pele branca serena onde se deita a neve
No despertar de um inverno freqüente
Hiberna nos olhos a graça da primavera
E rios de lágrimas quentes
No suave toque de um coração a se apaixonar
Nas loucuras de dramas que interrompe sua corrente
Ela continua a olhar distante...
Ela continua a procurar o verão que a esquente
Desses campos vestidos em branco
No saltar de uma noite fria
Dança entre as árvores
A dama branca e o vento frio
Deitada em seu berço na relva
Vejo que o branco que se empilha
Não é sal nessa floresta
É o açúcar de minhas fantasias
Leva consigo os corações do outono
Espalha sua beleza fria
Congela os rios de qualquer alma
Acoberta os meus sentidos
Quando o tempo passa e a neve derrete
O inverno se gasta e a primavera segue
Renasce ela sobre uma outra forma
Brota de novo nessa forma de rosa
Lutene Mascheteno
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