sexta-feira, 20 de junho de 2008

Deuses da destruição


Nas terras de sangue em que o ódio brota
Mares enfurecidos envenenam as costas
Com pólvora e cinzas os ventos levam rosas
Para morrerem em valas enormes


No peito daqueles que o coração ainda bate
Sobram amarguras e lágrimas aos mortos
Em sangue e guerra a humanidade explode
Ferve o sangue e dói o corte


Reafirmam os cultos a nossa racionalidade
No topo da cadeia lobo come lobo
Em prol da própria superioridade
Marchamos contra quem amávamos


Humanidade suja, com sangue nas mãos
Louca e nuclear, semeia os ventos
Venenosa nas lágrimas e traiçoeira nos beijos
Humanidade de guerras e segredos


Marcados com números na linha de frente
Queima a pele as lágrimas das nuvens
Enquanto anjos cantam com as suas liras
Balas zunem e bombas rugem


Humanidade caótica e perdida
No final das contas não procura a vida
Semeia nos túmulos corpos raquíticos
Enterra-os em cinzas e medo


Lutene Mascheteno

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